A conjuntura brasileira revelando mais negociatas e desvios de dinheiro público envolvendo o presidente Michel Temer, o senador afastado Aécio Neves e o deputado federal cassado, Eduardo Cunha, além de desmoronar o atual Governo já produz efeitos devastadores contra todos envolvidos e os partidos PMDB, PSDB, como também os lideres políticos com efeitos nos Estados.
Sem dúvida nenhuma, toda a cena respingará fortemente nas principais lideranças estaduais, em particular nos três principais personagens: Ricardo Coutinho, Cássio Cunha Lima e José Maranhão – um governador e dois ex-governadores.
A CONJUNTURA E O PAPEL DE CADA UM
Não precisa ser Cientista Político para identificar que há posicionamento distinto entre os personagens, não só agora com o Governo Temer, a Lava Jato, mas antes desde 2014 com a reeleição de Dilma Rousseff quando a crise se instalou liderada por Aécio Neves.
A infalível história registra: Ricardo ficou com Dilma, assim como Maranhão tendo Temer de vice, enquanto Cassio se manteve na coordenação de Aécio.
Desde sempre, registre-se que Ricardo mesmo na fase do PSB contra o PT, sempre se manteve no campo progressista.
A TRAMA, O IMPEACHMENT/GOLPE E EFEITOS
Desde 2014, o PSDB articulado com o PMDB – na Paraíba com apoio de Cassio e Maranhão.- deflagrou-se um grande esquemão envolvendo setores da justiça, MPF, PF sob o comando da Grande Mídia ( Rede Globo) a trama para tirar Dilma do Poder e aniquilar o PT e Lula.
A ordem era extinguir Lula e o PT.
Hoje está comprovado que grandes grupos econômicos bancaram o Impeachment/Golpe financiando deputados federais famosos ou não, bem como senadores da Republica.
A delação da JBS é apenas uma entre tantas destroçando líderes do PMDB e do PSDB a partir do presidente Temer, sem condições de se manter no cargo.
Temer se prestou à vergonhosa missão de ser avalista e articulador como vice tendo na Paraíba o apoio de Maranhão e Cássio.
SALDO E FUTURO
Há ainda um fato relevante no contexto geral dos escândalos envolvendo os líderes. Cássio responde a Ação no STF por ter sido acusado por delatores da Odebrecht de receber R$ 800 mil pelo Caixa, o que é crime, mesmo ele negando. Como todos sabem,ele é amigo pessoal de Aécio e já esteve com o senador afastado hipotecando solidariedade e exigindo amplo direito de defesa. Aliás, isto deveria ser para todos.
Ricardo Coutinho e Maranhão não aparecem em nenhuma lista, embora o governador tenha sido exposto por delatores da Odebrecht de ter recusado proposta de acordo e dinheiro paralelo.
No caso do senador Maranhão, não se pode abstrair seu apoio incondicional a Temer e cia , algo que repercutirá em seu histórico de ex-cassado pela Ditadura, mas apoiador do Impeachment/Golpe.
Eis a síntese: os três personagens vão pagar o preço da postura e dos posicionamentos que produziram por tudo existente, em especial pelo apoio ou oposição ao que Temer conduziu tendo ainda a participação de deputados federais.
Voltaremos ao assunto.