{arquivo}BRASILIA – O governo Ricardo Coutinho começou a semana anunciando números que, pelas contas do Executivo, o reajuste do funcionalismo abriga entre 4 a 14%. Trata-se de uma projeção que no decorrer dos dias, sobretudo quando chegar o contra – cheque no final do mês, saberemos dimensionar na sua plenitude o tamanho do reajuste salarial sabendo-se desde já que categorias importantes, como a do Fisco, se preparam para deflagrar greve em face de perdas de anos passados e não repassadas, pior: parceladas em duas vezes.
São duas questões em processo de análise e desdobramento: o primeiro deles é de natureza funcional mesmo, ou seja, no caso do Fisco há procedimento conquistado à base de muita negociação desde o Governo Cássio perpassando pelo de Maranhão mas não honrado pelo atual governador que diz respeito à participação de dividendos à categoria a partir de Tetos/metas de arrecadação alcançados.
Se isto fosse pouco, como alegam os dirigentes do Sindifisco, o governador simplesmente ignorou perdas salariais de exercícios passados não repassando-os como de direito da categoria.
A outra nuance, relevante também, diz respeito ao nível de relacionamento entre o Executivo e as categorias funcionais – também ai entrando o Fisco na parada por ter poder de mobilização e saúde financeira para brigar por seus direitos – a única, aliás do Funcionalismo com essa condição – mas o governador simplesmente ignora a possibilidade de diálogo passando por cima de paradigmas anteriormente assumidos, desde quando Ricardo Coutinho vivia de apoios dos setores organizados da sociedade, especialmente do Fisco, majoritariamente.
Em outras palavras, com raras exceções o governador não dialoga mais como tanto prometia gerando com isso um sentimento e clima de crise sutil em alguns casos e, na questão do Fisco, de propósito não reproduzindo direitos conquistados em lutas e referendados em Lei.
Impressiona como o governador insiste em viver em clima de guerra, quando todo o mundo, inclusive na Paraíba, a maior das vontades é viver em plena paz.
Vai ter consequências, e fortes.
UM ASPECTO RELEVANTE
Queiram ou não, a categoria do Fisco conquistou a condição de classe mais e melhor mobilizada em questões de pautas reivindicatórias e de participação até mesmo nos processos de ampliação de recursos para o Estado, quando o Executivo assim se manifesta optante pela boa relação.
O Fisco conseguiu algo pouco exequível em tempos modernos em outras categorias, que é o consenso da própria classe de que, somente unida e em defesa de seus direitos, pode fazer valer as conquistas em alguns casos ignoradas.
Além do mais tem e$trutura que poucas categorias têm.
UMAS & OUTRAS
… Li e gostei da Carta enviada pelo governador Ricardo Coutinho à Revista ISTOÉ. Retrata a verdade de uma cena que, naquele caso especifico, houve de fato apelo acima do agir jornalístico.
…Por falar em Ricardo, o governador: quando assessor do chefe do executivo, Nonato Bandeira só dormia à base de remédios, anti-distônicos, mas exatamente. Hoje dorme o sono dos passarinhos. Que peso, heim!
…O reitor da UEPB, Rangel Júnior, vive uma fase excepcional de empenho para executar todas as propostas de campanha. Deve apresentar novidades (boas) em breve.
...O presidente do PSB estadual, Edivaldo Rosas, está se mobilizando para reunir os trotkistas em exercício no Estado. Um deles, poucos sabem, é o reitor da UFCG, professor Edilson – ex-lider do movimento dos professores estaduais (alô alô AMPEP).
…A presidenta da API, Marcela Sitônio, anda uma tiririca ao constatar que o Cerimonial de alguns eventos ignora a representação da categoria dos profissionais de comunicação. Está na certa na valorização.
ÚLTIMA
“É pau/ é pedra/ é o fim do caminho…”