Enfim, quando terça-feira chegar a Assembléia Legislativa vai estar com a obrigatoriedade de examinar a partir então as novas medidas adotadas pelo segundo governo Cássio em várias instâncias visando contenção de despesas, inclusive no campo pessoal onde a zoada nos bastidores ainda é intensa.
O governo argumenta com os números da Receita que não há outro caminho, senão cortar na própria carne para evitar a quebradeira da maquina administrativa.
Este é o argumento básico que a base aliada capitaneada pelo líder Ricardo Barbosa vai orientar aos parlamentares governistas a forma de conduta dos temas e debates a partir desta semana.
Em tese levando em conta que o Governo tem maioria na AL tende-se a dizer que facilmente as matérias terão aprovação imediata. Na prática pode não ser assim.
Explico: desde quando efetivadas as medidas de cortes, inclusive das gratificações, geraram desaprovação de muita gente aliada do governador. São muitos os casos, embora sem que os queixosos assumam publicamente, de gente magoada até o pescoço com o governador.
Pessoas e/ou lideranças como Armando Abilio, por exemplo, da primeira hora dos Cunha Lima, anda pra lá de insatisfeito com o tratamento recebido pelo Governo. A relação dele com Cássio está além do azedo.
Noutra proporção, menor mas real, o deputado estadual Zenóbio Toscano não se contenta de descontentamento com o andar da carruagem. Pode até ser que, por telefone, ligue desmentindo mas ele não poderá faze-lo aos que nas caminhadas matinais da orla do Cabo Branco desfile um rosário de amarguras.
Entre prefeitos e ex-prefeitos, além de outras lideranças municipais nesse universo o tom critico também se faz sentir tudo a partir das medidas anunciadas no inicio do ano. Em Sousa, não são poucos os que abertamente dizem estar recebendo tratamento de inimigo.
É diante desta realidade que se mensurará concretamente o tamanho da força do governador no inicio da legislatura estadual sabendo a partir de então qual a dimensão real da lealdade de sua base.
Se é assim, vamos para a prova nos nove, quando terça-feira vier.