FORTALEZA – Por obra da tecnologia, melhor dizendo da vontade de Deus em permitir que o homem avance nas invenções, tenho acompanhado em tempo real via celular e notebook camarada -, todo o moído desta reta final da campanha governamental na Paraíba, mesmo com certo tempo dialogando com o governador eleito Cid Gomes sobre o futuro do Nordeste.
Fixemo-nos, pois, na disputa paraibana. Se é assim caiu como ´bomba´ a decisão da Justiça Eleitoral de Bayeux atestando, sob consenso com a Promotoria do caso, que o transporte dos R$ 49 mil apreendidos, ontem, sob o poder de um funcionário estadual tem origem lícita, portanto, não se configura crime eleitoral.
A decisão prolatada tem peso forte neste momento porque até o final da tarde, o processo vingava como crime escandaloso patrocinado pelo candidato a reeleição, Cássio Cunha Lima, que, segundo os autos, nada tem a ver com a situação.
Na verdade, a exploração deve ter afetado sem dúvida a campanha de Cássio porque, sobretudo numa disputa acirrada, todos os fatores são preponderantes especialmente quando se trata de acusações e/ou denuncias de crime eleitoral.
De acordo com o juiz José Edivaldo Albuquerque, bem como a promotora
Renata Carvalho Daluz Lemos, em entrevista exclusiva ao WSCOM Online a origem do dinheiro apreendido ontem quando era transportado para o Interior a mando do PSDB tem origem legal e está comprovado na contabilidade da campanha, portanto, não se configura crime eleitoral”.
Embora se saiba que haverá procedimento normal, isto é, o caso deve perdurar por algum tempo ainda em tramitação, o fato é que o atestado da Justiça e do Ministério Público gera novo aquecimento na campanha de Cássio, que se viu abalado no primeiro momento, buscando agora a reparação dos danos e, especialmente, a busca de votos para vencer.
Como se vê, de repente, a montanha pariu um rato levando a turma de Cássio a cair em campo com nariz pra cima novamente – e não para baixo, a exemplo de ontem. Certamente que Mago Tito vendo tudo isso diria, antes de tomar uma no mercado da Torre: lá vem troco.
E haja acirramento forte até o último momento!