Impressiona como, de uns dias para cá, tudo o que é de tema acaba gerando crise na Assembléia Legislativa instância que tem a missão precípua de construir as normas regimentais e legislativas a nortear o processo de vida pública no âmbito oficial do Estado.
Pois bem, tenho acompanhado com espanto o debate travado diante da decisão da Mesa Diretora de ofertar aos 36 deputados com assento no Parlamento estadual um computador como meio e/ou instrumento de auxilio à atividade legislativa.
A rigor não há nada de novo nesse processo porque somente agora a Casa Legislativa se enquadra dentro da lógica já praticada por Senado, Câmara Federal e outras assembléias, portanto, não se trata de novidade e chega com certo atraso, embora a iniciativa mereça a aprovação pelo valor em si da medida.
A cessão de 36 computadores portáteis (lap tops), volto a repetir, se configura como mero gesto protocolar, portanto, necessidade que se impõe para que cada um dos deputados possa acessar com regularidade a rede mundial e aos bancos dados como reforço ao debate em plenário em tempo real
Mesmo assim, ali ou acolá, registra-se a critica contundente em setores da vida política e até de alguns veículos de comunicação tratando azedamente uma realidade perfeitamente natural nos tempos atuais em que a ferramenta da tecnologia já se faz imprescindível, inclusive no Parlamento.
Em síntese, precisamos ocupar o debate com assunto mais sério, de mais profundidade a serviço do coletivo, ou seja da sociedade como um todo.