Maranhão: aceso e de bem com a vida

Fazia tempo não conversava com o governador José Maranhão de forma descontraída, sem estar olhando para o relógio – nem ele, nem eu. Eis que, de repente, as condições surgiram, sobretudo com a disposição de entendermos mutuamente o que achamos da conjuntura.

Mesmo carregando comigo o juízo de valor atualizado sobre os atos do governador e na condição de líder político faltava, como se diz na Torrelândia, o ‘olho no olho’ para dimensionar no seu semblante a expressão do rosto que denuncia nossa verdade emocional. Se vai bem ou ruim a cara não nega.

A partir deste aspecto, deu para perceber que a rusga que sempre frangiu a testa do governador desapareceu. Danou – se, pensei comigo, como gerar a face de descontração se os pepinos no Governo são tantos, da mesma forma que as cobranças de resultados?

Alguém (de muita Importância) soprou-me aos ouvidos: “Dona Fátima é o nome”. Claro que, como bom torrelandense, identifiquei que a expressão da pessoa citada atende pelo nome de Maria de Fátima Bezerra Cavalcanti Maranhão. Tem nome de general, diria José Dimas de Medeiros, mesmo levando em conta a natureza feminina do comando.

Pois bem, aos 74 anos, Maranhão nem de longe se apega a fator idade porque anda se cuidando das taxas, da alimentação e dos horários daí ter produzido um ritmo de trabalho que muitos dos seus auxiliares acabam não agüentando a mesma pisada e volta e meia se queixam.

Na verdade, Maranhão passou a cuidar melhor do tempo e alguns tempos para cá com amparo mais jeitoso do aconchego familiar sem o qual ninguém agüenta viver guerreando o tempo todo.

Por isso mesmo, quando ele fala de política trata dos vários assuntos com abordagem exata no tempo a oferecer porque nem dispensa mais espaço para o que não rende satisfação, seja do ponto –de – vista pessoal ou de vida política. Daí estar acompanhando cada passo dos adversários, dos aliados e dos que está para conquistar – pelo que deixou escapar revelando um monte de conversas interior à fora.

Agora, que os recursos se avolumaram em condições de tocar obras diversas no Estado, Maranhão parece como o comandante de uma tropa com todo o traçado feito no campo à frente passando a operar cada movimento guerreiro com disposição de luta sem receios, mas com engenhosidade para errar menos e acertar o caminho da renovação de mandato.

É este cidadão, líder político, que consegui enxergar num curto espaço de tempo onde se mostrou tranqüilo (com ou sem K também) para enfrentar qualquer que seja a batalha certo de que tem um longa batalha pela frente mas que, entre as probabilidades, assimila chances reais de vitória na disputa.

Seja como for, o ‘homem’ parece estar de alma nova.

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