A formalização pela liderança do Partido dos Trabalhadores do pedido de afastamento do Primeiro Secretário do Senado Federal, Efraim Morais, sob acusação de envolvimento com irregularidades em recente renovação de contratos coroa a pré-deliberada decisão de setores aliados do Governo, a partir do PT, de defenestrar de vez o parlamentar paraibano.
Antes de chegar à análise fria do processo em curso, lembremos que foi exatamente Efraim Morais o presidente da CPI dos Bingos responsável pelas mais fortes acusações contra o Governo e o PT acusando os de graves delitos, trucidando a imagem do governo petista, ao final sem as denúncias terem chegado ao real teor exposto à opinião pública.
Sejamos objetivos: tal procedimento não passaria imune, mesmo sendo o sertanejo senador do DEM um homem corajoso mas hoje sem ter previamente o aval absoluto do partido que o levou ao confronto sem igual na fase anterior da CPI.
No popular, está pagando o pato pela pré-deliberada condição de elamear Governo e PT lá atrás, entretanto, na atualidade, sem a reciprocidade no nível emprestado.
Independentemente de qualquer encaminhamento posterior a partir desta data, o fato é que todas as acusações continuadas num mesmo jornal (o Correio Braziliense) se reportam a um inquérito aberto pela Policia Federal, a pedido do Ministério Público, sob acusação de ilicitudes em renovação de contratos no Senado, a partir da Primeira Secretaria, que, conforme todas as fontes processuais (PF, MPF, etc) não há envolvimento de nenhum senador. Isto livraria Efraim, mas o esquemanão deixa.
O danado é que três perguntas buscando respostas traduzem o sentido essencial deste momento na vida do senador paraibano:
– Finalmente, há inquérito contra Efraim a partir do MP e PF ou não?
– Algum documento prova o envolvimento do senador?
– A Corregedoria dispõe de alguma prova contra o senador?
Em síntese, respostas a essas perguntas são suficientes mesmo sendo-as porque, afora qualquer sentido da verdade, o senador está pagando o mesmo preço da acusação lá atrás, agora com seus algozes fazendo tudo para defenestrá-lo sem dó nem piedade.
Pior é que, diferentemente da solidariedade emprestada pelo senador a partidos e lideranças da Oposição na fase das CPIs, neste momento Efraim aparece fragilizado porque seus pares falam em solidariedade numa hora e noutra dizem que tudo depende do corregedor.
Ora, se o processo em tela é fruto da fase anterior ao senador Efraim por que tais condições não vêm à baila?
O fato é que o PT e aliados estão dispostos a irem ao ultimo instante, como se o troco fosse uma atividade comum na vida, embora nem sempre seja.
Resta ao senador atrair aliados e criar novas estratégias porque, do contrário, viverá outros piores momentos.