O Brasil convive com uma das fases mais difíceis entre a Democracia e o Estado de Direito, depois que o TRF-4 sacramentou por unanimidade, não só a condenação de Lula sem provas convincentes, mas abriu precedente para que Juizes na instância Estadual possam adotar medidas semelhantes diante de Governos dos quais divirjam.
O caso da Paraiba é um desses de pleno terreno hipotético de decisões semelhantes ainda não ao do plano nacional, mesmo assim há publicamente um posicionamento conflituoso entre o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Joás de Brito Filho, com o governador Ricardo Coutinho.
Aqui e alhures as maiores autoridades não podem viver em palco de guerra.
ESTÁ EVIDENTE
Nunca, depois da Ditadura Militar, a Justiça foi tão draconiana contra Lula e o PT – usando de artificios forçados e forjados para incriminar o saldo do Governo Progressista, na proporção inversa da benevolência com que trata líderes do PMDB, PSDB, etc, a partir do presidente Michel Temer, o governador Alckmin e os senadores Aécio Neves e José Serra.
JUDICIALIZAÇÃO DA POLITICA É RETROCESSO
Nesta sexta-feira, o insuspeito The New York Times denunciou a postura da Justiça brasileira.
O pesquisador Hernán Gómez Bruera fez duras críticas à decisão do TRF-4 que confirmou a condenação do ex-presidente Lula; segundo ele, com os juízes brasileiros deram carta branca a um "conjunto de perigosas práticas legais que criam um estado de exceção típico dos regimes autoritários".
Segundo NYT, "parece que, no poder judicial brasileiro, vale tudo em um julgamento anticorrupção: de romper as regras de um processo criminal, inventar figuras legais inexistentes ou manipular mecanismos de detenção preventiva", afirma
ESSA ONDA NÃO PODE PEGAR
A sociedade precisa acompanhar de forma vigilante e critica para que os Poderes não se deixem aparelhar nos estados visando fazer politica a favor ou contra Governos.